Sempre que possível, mandaremos algumas informações sobre o que está acontecendo com o nosso planeta.
Um dos maiores males para o planeta Terra, são as sacolas plásticas. Aí vai:
*Informações.
- Origem: a sacola plástica é feita de polietileno, um produto derivado do petróleo.
- Consumo no mundo: o mundo consome 1 milhão de sacolas plásticas por minuto, o que significa quase 1,5 bilhão por dia e mais de 500 bilhões por ano. Produzimos e usamos atualmente 20 vezes mais plásticos que há 50 anos, pois praticamente em tudo é ele utilizado.
- O polietileno no Brasil: no nosso país, são produzidas cerca de 210 mil toneladas anuais de polietileno, que representam cerca de 9,7% de todo o lixo do país.
- Consumo no Brasil: cada família brasileira descarta cerca de 40 quilos de plásticos por ano. A cada mês, mais de um bilhão de sacos plásticos são distribuídos pelos supermercados no Brasil. Isto significa 33 milhões por dia e 12 bilhões por ano. Ou 66 sacos plásticos para cada brasileiro por mês. 80% do 1 bilhão de sacolas de compras produzidas e distribuídas por mês, no Brasil, viram sacos para lixo doméstico. A maior preocupação é que apenas 0,6% são reciclados. Levam cerca de 500 anos para se decompor.
- Resultado: enquanto isso, acabam flutuando nos oceanos, lagos e rios, obstruindo postos de drenagem de chuva, causando enchentes, enchendo nossos aterros e dificultando a compactação dos detritos Podem ser vistos em todos os lugares ou estão dentro de outros sacos para lixo.
*Notícias.
Com o objetivo de convidar a população a minimizar o consumo de sacolas e sacos descartáveis, adotando material permanente e degradável para poupar o meio ambiente, foi lançada a campanha “Eu não sou de plástico” da Prefeitura da Cidade de São Paulo, encabeçada pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. O primeiro movimento da campanha incluiu a criação de sacolas exclusivas por 110 estilistas de diversas partes do País. O resultado desse trabalho foi exposto no Porão das Artes da Bienal, no Parque Ibirapuera. A Secretaria do Verde desenvolveu modelos institucionais em algodão cru, que foram confeccionados por ONGs (Organizações não-governamentais) como a Aldeia do Futuro e Arrastão, que foram distribuídos gratuitamente na abertura da exposição. Além de ecologicamente corretas, as sacolas são socialmente responsáveis. O próximo passo será a criação de uma legislação específica sobre o tema. A Secretaria estuda as iniciativas no Brasil e no mundo, assim como as tecnologias possíveis de uso na substituição gradativa de material não degradável. Já está em circulação no mundo todo, um movimento que visa diminuir e até erradicar o uso de sacolas plásticas. Em países como a Alemanha e a Irlanda, é preciso pagar para usar sacolas plásticas disponibilizadas nos estabelecimentos. A cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, aprovou uma lei que proíbe grandes redes de supermercados de distribuir sacos plásticos derivados de petróleo. Em julho de 2007, na cidade de Nova Iorque, quatro estabelecimentos da rede de lojas de produtos orgânicos, Whole Foods, colocaram à venda 20 mil sacolas ecológicas com a inscrição "Não sou uma sacola de plástico" (ver imagem no final da folha). Centenas de pessoas fizeram filas para comprar a sacola, que se esgotou em poucos minutos. No Brasil, alguns Estados se mobilizam por meio de projetos de lei e campanhas de sensibilização. O Governo Estadual do Paraná, por exemplo, promove parcerias com os donos de redes de supermercados a fim de incentivar o uso de sacolas biodegradáveis. No Rio de Janeiro está em estudo um projeto de lei que proíbe a distribuição e torna obrigatória a substituição gradual das sacolas plásticas por material biodegradáveis. Alguns outros lugares do Brasil e do mundo que aderiram às sacolas biodegradáveis foram Lajeado e Panambi no Rio Grande do Sul, Maringá, no Paraná, Viena, na Áustria e a Grã-Bretanha.
*Curiosidade.
A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente promoveu em novembro, no Museu da Casa Brasileira, a segunda fase da campanha pelo uso racional de sacolas plásticas. Com modelos de sacolas criados por designers em cooperação com várias instituições, as sacolas de uso cotidiano apresentadas nessa exposição empregam em sua produção personagens excluídos da periferia metropolitana, que utilizarão os resultados como uma nova fonte para a geração de renda, fazendo disso um ciclo social inclusivo que busca a sustentabilidade.
Ao todo são 20 sacolas com idéias de produção variadas. Todas elas foram produzidas a partir de retalhos e restos de produtos que as próprias ONGs recebem. Uma das sacolas participantes, por exemplo, coloca em questão o consumo desnecessário, trazendo a inscrição “você precisa?”, o que remete à necessidade de evitar excessos no momento das compras. Os produtos podem ser encomendados diretamente com as ONGs. Nos dias 12,13 e 14 de dezembro, foi realizada uma exposição das sacolas no Parque da Luz, dentro da Mostra de Boas Práticas Ambientais, evento que é realizado pela Secretaria anualmente.
A melhor opção para substitur as sacolas plásticas são as eco-bags. Existem vários modelos cores.
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